segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

“Toda a gente quer passar por cá!”

José Eduardo de Matos
Presidente da Câmara Municipal de Estarreja







O concelho de Estarreja que abrange sete freguesias diferentes, tem sido fustigado por diversas estruturas megalómanas que dividem famílias, destroem casas e cortam o concelho ao meio.
Estarreja tem um território que vem desde a Ria de Aveiro até à zona mais continental, sendo um terço do seu território Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro desde 2000 por indicação do Governo Português à Comunidade Europeia em Bruxelas.
José Eduardo de Matos, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e Presidente da Câmara Municipal de Estarreja à dois mandatos, aceitou dar o seu parecer sobre a linha do TGV que se vem juntar à A29 e à A1 atravessando assim o concelho de lés a lés.
A verdade é que esta cidade do distrito de Aveiro, tem já um conjunto de travessias profundamente limitadoras daquilo que é o território do município, para além das duas auto-estradas possui ainda a linha de caminhos-de-ferro do norte, a rede de alta tensão, os gasodutos e agora também o comboio de alta velocidade. Para este último a Refer indicou dois traçados: um a poente da auto-estrada numero 1 e outro a nascente.
O Presidente da Autarquia aceitou falar sobre este assunto avaliando assim os prós e contras da passagem do TGV pelo concelho.






Joana Sousa: Foram propostos dois traçados para o TGV: um a nascente da A1 e outro a poente. Qual aquele que é mais benéfico para Estarreja?
José Eduardo de Matos: O traçado a poente da A1 nem sequer foi completamente evidenciado pela REFER porque eram tantos os constrangimentos e as suas afectações, tantas as casas que eram demolidas, que eles até se pouparam ao trabalho de nos dar conta disso. No fundo só nos evidenciaram a situação a nascente da A1.
A análise que fizemos em termos de traçados na autarquia levou-nos a chegar à conclusão que de facto dentro dos dois que são maus há um, como eu costumo dizer, menos péssimo que é a situação a nascente. Ainda assim tem um conjunto de problemas que nos levou a defender que a solução devia ser outra, que não devia ser, não se fazer o TGV, mas sim fazê-lo passar ainda mais a nascente.
A situação a nascente é a única que consegue ter menos afectações que a situação a poente pois essa teria implicações que no meu entender eram inultrapassáveis.


J. S.: O que é que o TGV pode trazer de negativo para o concelho?
J.E. de M.: Como não tem havido planeamento ao longo dos anos cada um passa por onde pode. Acontece com as linhas de alta tensão, os gasodutos, a A1, a A29 e agora acontece com o TGV. Todos se procuram safar e furar o concelho. Ora isso, impede, desde logo, um correcto ordenamento do território. Não faz sentido nós termos, via umas casas, outra via outras casas. De facto isto cria aqui uma compartimentação muito grande e uma divisão que não é boa para a qualidade de vida e esse é um aspecto fundamental para as pessoas.
Nós não vemos de facto directamente aqui uma vantagem da passagem do TGV pelo concelho. Pelo contrário, directamente somos profundamente afectados e no fundo repetem-se os erros do passado e o que mais nos custa é que continuarmos a alertar.


J. S.: Com o traçado a nascente quais as freguesias que serão mais afectadas pela passagem do comboio de alta velocidade?
J. E. de M.: Em termos de população Beduído é a mais prejudicada, depois Avanca, Salreu e por fim Canelas e Fermelã que só serão afectadas nos terrenos agrícolas.
O município de Estarreja possui desde os anos trinta do século XX um dos maiores complexos químicos da Europa que pode “de forma indirecta retirar vantagens da linha de alta velocidade” como afirma José Eduardo de Matos concluindo ainda que “estes impactos indirectos positivos não retiram nenhuns dos impactos negativos directos sobre o território.”
A obra do TGV foi considerada pelo Governo de José Sócrates, uma obra prioritária para o desenvolvimento económico português na medida que fará uma ligação a Vigo e a Madrid, na nossa vizinha Espanha, através da Linha Porto – Vigo e da Linha Lisboa – Madrid.
Para que esta avance é mais rentável a passagem da mesma pela zona litoral do país pois segundo o Presidente da autarquia de Estarreja “é aqui que estão as pessoas, é aqui que estão as empresas e é por aqui que eles acham que o TGV deve passar e se pode viabilizar.”
Mas Estarreja não é só afectada pela passagem do TGV. A IC1/A29 também possui um conjunto de implicações negativas pois “há casas por baixo há famílias que são deslocalizadas, mas podemos dizer que, por exemplo, para a vila de Salreu existe uma vantagem que é um nó de acesso, este permitirá não só à população da freguesia, mas também a todos os que morem mais a sul do concelho, uma maior proximidade, o que já não acontece com o TGV” citou o nosso entrevistado.


J. S.: O traçado da A29 também deu bastante polémica?
J.E. de M.: Se na altura já deu essa polémica agora vamos imaginar que o território ainda tem menos espaço para passar uma via. Porque a A29 vai ocupar uma parte desse espaço e agora ainda temos lá o TGV, a tentar furar. Obviamente, isto também cansa e no fundo nós estamos cansados destas repetições sucessivas de que cada um passa por onde quer e por onde pode, não havendo de facto o mínimo trabalho de planeamento a nível nacional que impeça que estas coisas aconteçam e se repitam. De facto nós estamos fartos de dar para este peditório de que toda a gente quer passar por cá.
Esta é a parte simpática toda a gente gosta de passar por Estarreja. No caso do eco-parque empresarial, temos a vantagem de dizer que temos no território do concelho de Estarreja cruzam-se 3 auto-estradas poucos se lembraram disso.


J. S.: A Câmara Municipal tinha planeado um projecto estratégico para a cidade. Em que consistia?
J. E. de M.: Nós queríamos fazer uma plataforma logística aproveitando precisamente o nó da A1 e da A29.
No fundo isso permitia, dentro das tais vantagens indirectas que temos, por exemplo a passagem de uma via como a A29 com as consequências negativas que tem, e já que temos também a A1 aproveitávamos esse facto e construíamos a dita plataforma. Se bem o pensamos, melhor o fizemos. Mas entretanto veio o governo e diz: “ai! não isto fica tudo suspenso porque nós queremos fazer passar o TGV por exemplo aí.” E tudo o que eram as principais vantagens indirectas e que não deveriam ser são postas por terra por este tipo de resposta.
Neste momento tudo está suspenso.




Após a Câmara ter conhecimento que o TGV iria passar por Estarreja, e de ter as duas propostas uma a nascente, a mais viável, e outra a poente da A1 o Partido Socialista defendeu que já que esta teria de passar no concelho pelo menos que a estação do comboio de Alta Velocidade fica-se dentro do mesmo, ou seja, em Fermelã ou no limite de Estarreja. Esta proposta foi levada à Assembleia Municipal e chumbada pela coligação PSD/CDS-PP. Segundo José Eduardo de Matos “a estação implica que o traçado adoptado fosse aquele que é a poente da A1. Isto, de facto, quer dizer que eles não sabiam o que estavam a dizer, porque se soubessem não o teriam defendido”.
Caso fosse aprovado este traçado “em vez de serem deitadas três ou quatro casas abaixo, vamos ter duas ou três vezes mais”, afirmou o autarca.
Para concluir o entrevistado afirma ainda que “nestas questões tem que se ter os pés bem assentes no chão e sobretudo saber o que se está a defender, o que se está a tratar e pôr sempre acima da discussão, não a defesa cega da política do governo, mas a defesa concreta daquilo que são os interesses das populações e o que interessa às populações não é o TGV”.



J. S.: Então os impactos sociais deste projecto são grandes?
J. E. de M.: São forçosamente grandes e como já temos experiências anteriores já as podemos medir e, no fundo o que nós estamos a falar mais é na divisão do território, é na divisão das pessoas, é na desvalorização dos terrenos, é a criação de mais impactos e de facto impedindo assim que haja aqui o tal ordenamento do território de uma forma equilibrada.
Os impactos são sentidos na qualidade de vida das pessoas, na capacidade de criar aqui novos pontos de atracção de investimento e, portanto isto normalmente afecta as coisas e afecta-nos muito e daí a nossa opinião negativa quanto a esse projecto.


J. S.: Quanto às casas que vão ser demolidas por causa deste projecto, o que é que o governo está a pensar fazer?
J. E. de M.: O que vale aí é o que vale para as estradas. Há um código de expropriações que diz que é uma obra de interesse nacional e quem define isso é de facto o Governo, como quem define o interesse municipal é a Câmara Municipal.
Acontece que os terrenos que estão incluídos na faixa a expropriar sê-lo-ão.
O processo corre enfim entre privados para fazer as avaliações, depois passa para os tribunais e portanto as pessoas voluntariamente ou à força têm de facto de ceder os seus terrenos para esse efeito. A partir do momento que os terrenos ou as casas são expropriados as pessoas são pagas por regras que estão pré definidas. Elas podem contestar e em alguns casos tem efeito após a decisão do tribunal.


J. S.: E como é que as populações têm reagido?
J. E. de M.: Enviámos a informação disponível para as 5 juntas de freguesia afectas para que elas tivessem uma percepção daquilo que estava em jogo e se pudessem também preparar para a discussão pública que se há-de seguir, e que já está atrasada, para que as pessoas possam dizer porque é que acham que está mal. Isto é não confiarem só em alguém, é também elas próprias dizerem o que pensam, o que acham e o que sentem. Isso é para mim uma mais valia.


J. S.: Foi feito um abaixo-assinado pelos moradores de Santiais, de forma a mostrar o seu descontentamento. Esse documento seguiu para Lisboa?
J. E. de M.: Foi enviado para lá, reforçando no fundo o sentimento da Câmara Municipal e o das pessoas que, como disse há pouco, também coincidia com aquilo que era a nossa opinião relativamente às opções que já estavam a ser estudadas.




Para José Eduardo Matos existe “falta de planeamento do governo” na medida em tudo passa no concelho de Estarreja.
Esta cidade do distrito de Aveiro desenvolve-se num corredor norte – sul e, tal como foi referido, uma terça parte é Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro e de facto “tudo se concentra no resto do território, quer a população quer todas as outras estruturas” citou o entrevistado.
A revisão do PDM na Câmara Municipal tem sido atrasada, como afirma o Presidente, porque “entretanto veio a IC1/A29, houve novas leis, entretanto apareceu também o TGV e nós passamos a vida nisto”.
Vários estudos técnicos sobre os traçados do TGV foram feitos e neles foram evidenciados os vários problemas para o concelho.



J. S.: Quando toda a polémica andou no ar entre o traçado a nascente e a poente da A1 o que é que a Câmara Municipal fez? Quais as medidas que tomou para que fosse a opção menos má?
J. E. de M.: Quando nos mandaram os traçados fizemos uma análise técnica onde evidenciamos o tipo de impactos, o conjunto de impactos as alterações os prejuízos que isso causaria no território do município e também as afectações que isso traria ás pessoas. Mandamos para lá a dizer que não concordávamos com isso e que não deveria passar por cá. Obviamente, porque é que eles querem que passe por cá? Por razões de viabilidade económica, isto é, a primeira razão é esta, nós somos da zona litoral, é aqui que estão as pessoas, é aqui que estão as empresas e é por aqui que eles acham que o TGV deve passar e se pode viabilizar.
A Câmara provou isto, além do que foi escrito nós tivemos a ocasião de reunir com os membros do governo destas áreas para lhes dar conta dessa nossa insatisfação e que também depois ampliamos as pessoas dando conta deste novo estudo, dando conta também do que é a nossa posição para que elas também se pudessem preparar para contestar e pudessem dizer que não é uma posição isolada da Câmara Municipal, é um sentimento das pessoas e, portanto, também aí alertámos bem essas consciências, o que também é a nossa obrigação para que, de facto, pudessem falar e pudessem usar os seus meios e desde então, desde que tivemos uma reunião com o secretário de estado dos transportes ficámos à espera que eles estudassem uma alternativa. O compromisso foi esse, foi ser avaliado face ao conjunto de impactos que esta situação tinha e à nossa recusa funções mais a nascente e nesse trabalho foi discutido o que seria feito, julgo que estará a ser feito e portanto e, oportunamente haveremos de saber o que se passa sabendo já que da nossa parte a nossa tarefa é participarmos activamente na discussão publica para reavivarmos todos estes argumentos reiterarmos aquilo que há e também convidarmos as pessoas que são afectadas e as que não são a dizer o que pensam sobre este assunto e enviar para lá massificando e identificando a nossa posição para que de facto se perceba em Lisboa que nós manifestamente não estamos para aí virados, havendo aqui um trabalho de continuidade de diferentes formas, com diferentes actores mas, que no fundo vem dar alguma unanimidade a este processo de contestação a essa via.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Existe ou não existe uma “Cultura das Celebridades”?


Darryn Lyons, paparazzo de profissão, afirma que “nos anos 90 se desenvolveu um culto crescente, uma obsessão pela fama e pelos famosos. A «cultura das celebridades» tinha tomado conta dos jovens. Acho que estes últimos 20 anos vão ser recordados como a era da celebridade, tal como os anos 60 foram a era do «rock and roll».
Cada vez mais, as revistas cor-de-rosa nos mostram mais a vida dos famosos e muitas vezes estas mesmas revistas são a única coisa que a população portuguesa lê, principalmente o publico feminino. Nesta reportagem vamos tentar perceber o porquê desta “cultura das celebridades”.


Mas o qual o significado da “cultura das celebridades”?

Para Gloria Jolluskin, licenciada em Psicologia e docente na Universidade Fernando Pessoa, “não existe uma cultura das celebridades, a não ser que se considere o interesse que os portugueses têm de querer saber da via alheia”. Na sua opinião, as celebridades nacionais são pessoas que aparecem nas revistas e que vivem para “aparecer e dar nas vistas” e nem entende o interesse que isso pode trazer para alguém “a não ser alimentar o ego de cada pessoa”.
Jessica Evans, actriz de profissão, ela própria uma celebridade, completa em tudo a afirmação de Gloria, dizendo que “os indivíduos não se tornam celebridades como resultado de algo inato ou de qualidades magnéticas, mas a celebridade é um recurso criado e desenvolvido num conjunto de media relacionados (imprensa, cinema e programas de televisão), aos quais as audiências respondem de modo diversificado.”
A realidade é que as verdadeiras celebridades são poucas mas conhecidas por muitos.


A visão de um profissional

Uma grande dúvida podia “martelar” nas nossas cabeças sobre se existiriam ou não paparazzi em Portugal. Esta dúvida pode ser agora desfeita! A realidade é que tal como nos outros países, e como nos afirma Luís Silva, fotógrafo do grupo Impala, “os paparazzi funcionam como nos outros países, mas aqui não somos apelidados de tal.”
Na sua opinião, não existe uma celebridade fixa que mais venda no nosso país, pura e simplesmente “são sobretudo aquelas que estiverem mais «na berra» no momento”.
Mas como chega a informação até as redacções sobre os próximos passos das celebridades? Pois bem, muitas vezes são pessoas mais próximas das celebridades, entre amigos e família, que ligam para os jornalistas e os informam da presença deste ou daquele em determinado lugar e por isso Luís Silva afirma que tem “sorte em conseguir a fotografia” que lhe pediram.

Qual o interesse destas revistas?

Segundo Joana Sousa, estudante de Serviço Social, a revista que compra regularmente é a “Nova Gente porque fala da vida dos famosos de todo o mundo, como por exemplo reis de vários países, possui jogos que gosto e também tem coisas interessantes como informações acerca de certas doenças, pesquisas, entre outras coisas.”
Na realidade, e segundo Fernanda Vasconcelos, proprietária de um quiosque, a revista que mais vende é a Nova Gente e na sua opinião “as clientes compram sempre a mesma revista e não vão pela capa”. Questionada sobre qual a celebridade que mais vende, afirma que “são principalmente actores de novelas que vendem uma capa, pois o público quer saber a final da sua telenovela preferida”.
Mas se há casos de pessoas que comprem regularmente revistas, existem outras que nem por isso, como por exemplo Andreia Carvalho, estudante de Medicina Dentária, que afirma que não compra revistas regularmente e que quando o faz é para “ver as últimas tendências da moda”. Esta estudante diz ainda que “não gostaria de ser famosa como eles porque têm sempre a vida exposta nas revistas e nas televisões”. Pelo contrário Joana Sousa afirma que não se importaria “pois parecem ter uma boa vida”.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ser Português…




Vivemos na Europa e para a Europa. De tal maneira, que Portugal perdeu a sua identidade. Não temos dinheiro, não temos democracia e por fim, os direitos do cidadão acabam por deixar de existir.
O tempo da Ditadura deixou as suas marcas, para trás ficaram as Revoluções, agora?, sentamo-nos na cadeira, por baixo da bananeira do Parlamento vendo tudo o que se passa, não concordando e, resmungando em silêncio.
Marchas são feitas, incrementadas na maior parte das vezes por ideias comunistas, o que é certo é que perdemos assim a nossa identidade, a nossa nacionalidade.
- "Quem és José?", "Não sei professora, vivo em Portugal mas já não sei bem o que é ser Português…"
-"Os teus pais José o que fazem?", "A minha mãe vai limpando casas às senhoras e o meu pai passa os dias numa taberna onde se pode fumar e beber, está desempregado Sra. Professora."
O Desemprego é o nosso maior problema… Os baixos ordenados mínimos… A ginástica que a maioria tem de fazer para o dinheiro chegar o mês inteiro, a contracção de créditos, porque não há comida em casa. “Quem me dera ser Espanhol!”, ouve-se dizer, a verdade é que, nem os Espanhóis nos querem, um país falido e um povo perdido! Quando joga a Selecção Nacional o país move-se para a apoiar, vibrar, não há pobres nem ricos aí, engraçado para o futebol há sempre dinheiro…
Não é só no futebol que tem de haver união, é na Política, na Economia, é nos gritos que devem ecoar “Sou Português e sei quem sou!”. Faça-se a Revolução!

Entre Paixões

Este guião é baseado no livro "Longe de Manaus" de Francisco José Viegas.

Cena 1 (Brasil)

Num dia de verão, ao meio da tarde, Daniela liga para Helena, que atende no banco.
Daniela lembra-se de momentos passados com Helena, da sua forma de ser, dos tempos da faculdade, da mini-saia no início do Verão e do gosto pelas viagens.
Daniela recorda uma viagem em particular, a ultima que fizeram juntas, a viagem pela Europa.
Às 13h Daniela e Helena saem do aeroporto de Lisboa, rumo ao hotel, com os olhos brilhantes na expectativa da grande aventura das suas vidas.

Cena 2 (Lisboa)

Helena e Daniela saem do hotel e dirigem-se para o Parque das Nações, ficando deslumbradas com o oceanário.
Enquanto passeiam vão conversando. Jantam.
Depois do jantar, Daniela que está exausta, dirige-se para o quarto para descansar, mas Helena prefere ir beber um copo para aproveitar bem o resto da noite.

Cena 3 (Bar do hotel)

No bar do hotel, Helena olha à sua volta, absorvendo todos os pormenores, estagnando o olhar num português bem parecido que estava sentado numa mesa em frente à sua.
Os olhares foram-se cruzando durante a noite, até que o português resolve chamar o barman para que este leve um cocktail a Helena.
Helena surpreendida pela oferta, dirige-se à mesa do português para agradecer a bebida acabando de a tomar na sua companhia.
Depois dirige-se para o quarto.

Cena 4 (Passeio por Lisboa)

Depois do pequeno-almoço, Helena e Daniela dirigem-se para a baixa lisboeta, onde passam o dia inteiro, entre as lojas, os museus e a fantástica vista sobre o Tejo.
Durante uma conversa, Helena conta a Daniela o que ocorreu na noite anterior, no bar do hotel. Diz-lhe que a ocorrência mexeu com ela, provocando assim um certo ciúme em Daniela que, transtornada, discute com Helena, pondo em causa os seus sentimentos.
De regresso ao hotel, Daniela vai para o quarto aborrecida, deixando Helena a jantar sozinha.

Cena 5 (jantar no restaurante do hotel)

Após um dia cansativo de trabalho, o português chega ao hotel e dirige-se para o restaurante onde encontra Helena a jantar sozinha. Aproxima-se e pergunta se se pode juntar a ela, fazendo-lhe assim companhia.
A conversa torna-se animada durante o jantar e as horas foram passando até que o empregado do restaurante teve que lhes pedir que se retirassem.
Dirigem-se então para o bar do hotel para continuar a sua conversa e, bebida atrás de bebida, apresentam-se. Ela apresenta-se como Helena Viegas ele como Henrique Praia Portocarrero. Algumas horas passadas, dirigem-se para o elevador para seguirem para os seus quartos mas a atracção apodera-se deles por um mero contacto físico. Enrolados seguem para o quarto de Portocarrero.
O ambiente aquece, a excitação paira no ar. Após longas horas de sexo, já ao amanhecer, Helena dirige-se ao seu quarto deixando para trás Portocarrero deitado junto a um recado seu.

Cena 6 (piscina do hotel)

Daniela continua a dormir. Helena sem fazer barulho veste o seu biquini e dirige-se para a piscina. Pensa na magnífica noite que teve. Pouco tempo depois Daniela aparece juntando-se a Helena e pede-lhe desculpa pela atitude que teve no dia anterior.
Depois da hora do almoço decidem ir visitar o Castelo de São Jorge e dois bairros populares, Alfama e Mouraria, jantam numa típica casa de fados Lisboeta.
Seguem depois para o bairro alto para se divertirem numa discoteca de onde saem a altas horas da madrugada.
Vão descansar e quando acordam marcam o programa para os próximos dois dias.
Passam o dia na piscina do Hotel onde jantam e vão descansar pois o dia seguinte será muito cansativo e atribulado.

Cena 7 (Serra de Sintra)

A paisagem era deslumbrante, o verde, os edifícios antigos, as pessoas, a verdadeira paisagem romântica. Helena só conseguia pensar em Portocarrero num local tão místico como Sintra. Percorreram a zona baixa da cidade de coche parando na Quinta de Regaleira onde ficaram boquiabertas com a beleza tanto dos jardins como do edifício em si. Seguiram-se as visitas aos palácios da Pena e de Seteais, onde ficaram seduzidas com a grandiosidade dos mesmos e, onde um guia do palácio de seteais lhes contou a lenda de Seteais.
Por entre todos os encantos, não deixaram de ir experimentar as famosas queijadas e os travesseiros de Sintra.
Já de noite, de volta a Lisboa, quando chegam ao hotel e entram no quarto, Helena depara-se com um fantástico ramo de rosas vermelhas em cima da sua cama, mas o cansaço era tanto que nem reparou no cartão que este trazia.

Cena 8 (Alentejo, Évora)

No dia seguinte quando acordou, Daniela reparou no cartão que o ramo de Helena trazia e decidiu ver de quem era e o que dizia.
“Obrigado pela fantástica noite que passámos juntos” leu Daniela no cartão ficando chocada e ao mesmo tempo indignada.
Quando Helena sai do banho olha para as suas flores e lê o cartão que as acompanham. Daniela questiona a amiga sobre a identidade do admirador.
Terminou aí o assunto e ambas se dirigiram para o autocarro que as levaria para a cidade de Évora onde passaram o dia entre as muralhas e o templo de Diana.

Cena 9 (Lisboa)

De volta a Lisboa começaram a pensar que a sua estadia em Portugal estava quase no final.
Nessa noite, Helena resolve ir ao bar do hotel para ver se encontra Portocarrero. Queria-se despedir. Daniela desconfiada segue-a para ver se descobre quem é o Português.
Ao chegar ao bar, Helena depara-se com a figura elegante e charmosa de Portocarrero e dirige-se a ele sem saber que Daniela a observa escondida.
Helena agradece as flores e sente-se lisonjeada pela forma carinhosa como Portocarrero a trata.
Daniela ao ver aquela situação não se consegue conter e vai para o quarto a chorar.
Helena diz a Portocarrero que a sua estadia em Portugal está a terminar e como forma de despedida dirigem-se para o quarto dele.

Cena 10 (Viagem pela Europa)

Após Portugal o primeiro ponto de paragem foi Espanha. Visitaram Madrid, Barcelona e Bilbau, onde se deliciaram com as magnificas tapas, numa semana bastante enérgica. Helena não conseguia deixar de pensar em Portocarrero.
A Semana seguinte foi passada em Itália. Helena apaixonou-se pelas cidades italianas principalmente por Florença, Veneza e Roma.
Dirigiram-se para a Bélgica. Visitaram a imponente cidade de Bruxelas. Apaixonaram-se pela cidade de Brugges que lhes pareceu saída de um filme da Disney. Terminou assim mais uma semana.
Seguiu-se a Holanda onde ficaram deslumbradas com a quantidade e a beleza das flores e foram visitar os famosos coffe shops.
Dois dias depois viajaram até à Alemanha onde se impressionaram com o campo de concentração de Dacau seguindo depois para a cidade do romance: Paris.

Cena 11 (Paris)

Tinha passado um mês e meio desde o inicio da viagem e só agora é que Helena tem a certeza do que lhe está a acontecer. Sentadas numa mesa de um restaurante em Paris, Helena decide contar o segredo que tem guardado durante toda a viagem.
Helena conta a Daniela a sua paixão arrebatadora por Portocarrero e diz-lhe que se envolveram.
Daniela fica triste por ter confirmado a sua desconfiança e, devastada, confessa-lhe o amor que sente há já muito tempo e que nunca teve coragem de confessar com medo da reacção da amiga.
Helena, apesar de surpreendida, esconde o espanto e afirma que já tinha percebido que os sentimentos da amiga eram diferentes, mas que isso nunca a intimidou, pelo contrário… sentia-se mais segura ao lado de Daniela.
Acharam por bem deixar o assunto por aí e Daniela apercebe-se que os olhos de Helena subitamente ficaram cheios de água. Questiona-a para saber o que se passa.
Helena precisava de desabafar, tinha chegado a altura de contar aquilo que mais a atormentava; mas precisava de um ombro amigo para ter a certeza e Daniela estava lá, como sempre, e, embora agora a soubesse apaixonada e ciumenta, sempre fora a sua melhor amiga.
Saem do restaurante e caminhando pelas ruas de Paris encontram uma farmácia aberta. Helena necessita mesmo de entrar…
Decidiram descansar pois o dia não tinha sido dos melhores.
Quando acordaram, tentaram organizar-se para partirem no dia seguinte pois antes de irem para o Brasil necessitavam fazer uma paragem.
Dirigiram-se ao aeroporto para tratarem das passagens.

Cena 12 (Porto)

Depois do avião ter aterrado, apanharam um comboio que terminou a sua viagem na Estação de S. Bento. Encontravam-se no Porto. Dirigiram-se ambas até ao café mais próximo onde perguntaram se alguém sabia onde ficava o escritório do advogado Henrique Praia Portocarrero, mas ninguém lhes sabia responder. Helena lembrou-se então da lista telefónica onde localizou, quase de imediato a morada do local.
Apanharam um táxi até ao destino. Entraram e foram atendidas pela secretária de Portocarrero, que o informou da presença de duas jovens que gostariam de lhe falar.
Helena entrou e Daniela aguardou cá fora. Pouco tempo depois, Helena saiu e informou Daniela que se encontrariam logo à noite depois de jantar no Bonaparte para conversar.

Cena 13 (Bonaparte)

Helena estava nervosa enquanto a hora se aproximava. Daniela desejou-lhe boa sorte e ficou à sua espera no hotel.
Quando Helena chega ao Bonaparte já Portocarrero a aguarda. Senta-se na sua mesa e coloca-o a par da situação. Helena esperava um filho de Portocarrero, este ficou chocado. Não sabia o que pensar…
Após algum tempo, em silêncio, Portocarrero não conseguiu evitar e pede-lhe para fazer um aborto. Helena espantada, diz-lhe que foi a ultima coisa em que tinha pensado.
Surpreendida e ofendida abandona o local.

Cena 14 (Brasil)

Apanharam logo o avião na manha seguinte e seguiram para o Brasil, mas Helena envia uma carta para o escritório de Portocarrero a dizer que ia regressar a casa e que iria fazer o aborto tal como este lhe tinha pedido.

Cena 15 (Brasil)

Acabaram as férias e Helena regressa ao trabalho. Num dia de Verão, ao meio da tarde, Daniela liga para Helena, que atende no banco. Daniela sabe que Portocarrero se dirige para o Brasil e convida Helena para ficar em sua casa. Helena aceita o convite intrigada. Helena no final do trabalho dirige-se para casa de Daniela entrando com a sua chave.

Cena 16 (Brasil)

Daniela vai buscar Portocarrero ao aeroporto e no caminho até casa este confia-lhe a sua paixão arrebatadora por helena e mostra-se arrependido por lhe ter dito para ela abortar. Chegam a casa e deparam-se que helena está a dormir. Entraram devagar para não a acordar logo, e so então viram o sangue que, como nos mapas antigos, desenhara o leito de um rio, um rio vermelho que nascia junto do pescoço de Helena e que fora correndo até ao tapete castanho onde formara uma espécie de lago, uma mancha que alastrara quase ate aos seus pés, como se os esperasse naquele lugar, exactamente naquele lugar.Daniela e Portocarrero cruzam o olhar apáticos sem saber o que pensar ou dizer. Naquele momento aperceberam-se que tinham perdido o único ponto em comum. Ambos perderam o amor da sua vida.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Qual o interesse da linha ferroviária do Porto de Aveiro?






A construção da linha-férrea que liga Cacia ao Porto de Aveiro está inserida num programa de investimento em infra-estruturas prioritária definido pelo governo para o sector ferroviário, “fundamental à expansão da actividade portuária e dos transportes de mercadorias numa perspectiva multimodal, com reflexos ao nível do desenvolvimento sócio-económico local, regional e nacional”, segundo afirma fonte da Refer.
A obra está orçada em 84 milhões de euros e tem como data prevista de conclusão Dezembro de 2009.



Método de construção



Para construção desta linha existem três fases distintas:
A primeira fase integra a construção de um Terminal Multimodal em Cacia e de um ramal de ligação da Linha do Norte ao Porto de Aveiro em linha única terminando na Ponte da Gafanha, e está a cargo da empresa SOMAGUE Engenharia S.A, pelo valor aproximado de 30 milhões de euros.
No que diz respeito a segunda fase de construção a Refer confirma que esta consiste numa “plataforma ferroviária desde a Ponte da Gafanha e do Porto de Aveiro através de uma via de cintura portuária com 3,7 km para repor as acessibilidades afectadas pela construção do ramal” e a obra foi adjudicada à empresa Obrecol – Obras e Construções, SA, pelo valor de 10 milhões de euros.
Por fim temos a terceira fase que já teve inicio e que vai possuir 9km de linha-férrea entre a saída do Terminal de Cacia e a entrada no Porto de Aveiro e um feixe de 5 linhas dentro de Porto de Aveiro com cerca de 6 km.
Segundo a Refer “a execução das 1ª e 2ª fases tem decorrido dentro da normalidade para intervenções com estas características, tendo, em cumprimento das determinações da Declaração de Impacte Ambiental, ocorrido uma suspensão de trabalhos, junto do viaduto das Pirâmides e do novo acesso rodoviário aos pequenos estaleiros, com vista à salvaguarda das posturas para a preservação da avifauna, nomeadamente a andorinha-do-mar anã e o pernilongo.”

Desenvolvimento económico da região



Para o Porto de Aveiro trata-se de uma grande vantagem este tipo de ligação porque “este investimento traduzir-se-á num incremento de 20 a 30 por cento do total do movimento actual do porto de Aveiro” segundo afirmou José Luís Cacho presidente da Administração do Porto de Aveiro (APA).
Esta linha já anda a ser “desejada há 20 anos” e trata-se de uma “vitória do porto de Aveiro, de Aveiro e do Governo”, defendeu José Luís Cacho.
Mário Lino, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afirma que “a ligação ferroviária é condição básica para aumentar a atractividade do porto, permitindo o alargamento do hinterland portuário a Espanha, à região de Castela e Leão.”
As obras encontram-se já em estado avançado e “a plataforma multimodal de Cacia já se encontra em fase de conclusão e os trabalhos de implantação da ligação ferroviária prosseguem a bom ritmo, de acordo com o calendário previsto” citou Mário Lino em comunicado oficial.
É ainda importante realçar que “em 2009 o Porto de Aveiro ficará ligado à rede ferroviária nacional através das Linhas do Norte e da Beira Alta e, futuramente, à linha mista de velocidade elevada Aveiro-Salamanca, prevista no âmbito da Rede Ferroviária de Alta Velocidade”concluiu o Ministro.
O prazo para conclusão das obras está agendado para Dezembro de 2009.

Vantagens para as empresas



Uma das empresas que irá beneficiar com linha-férrea será a Renault de Cacia que possui cerca de 1000 trabalhadores contratados e “além dos seus trabalhadores a empresa recorre também a trabalhos especializados em várias áreas, como por exemplo manutenção industrial, serviços de segurança, serviços de restauração, serviços de logística e muitas vezes a trabalho temporário em função de picos de actividade” como afirmou o Doutor Rui Guerreiro director financeiro da mesma empresa.
A Renault CACIA, fabrica “caixas de velocidades para automóveis e vários componentes para motores, sendo o mais significativo as de Bombas de Óleo” segundo o Doutor Rui Guerreiro.
As vantagens que a empresa retirará desta nova linha consiste “que num futuro próximo existam linhas marítimas comerciais com a frequência adequada ao regime de fabrico e produção “just in time” requeridas pela indústria automóvel de forma a encontrar soluções competitivas nas vertentes custo e prazo que se adeqúem às necessidades” afirmou o director financeiro da Renault.


Em termos económicos para a região de Aveiro trata-se de uma vantagem muito grande a presença desta nova linha da Refer pois as vantagens servem a todas as empresas da região. A única desvantagem é a localização da mesma em zona de protecção especial.

Aveiro Soma e Segue



Mais uma vitória para a cidade de Aveiro! Cada vez mais desenvolvida, a Veneza de Portugal soma e segue… Para além de ganhar a linha de comboios que vai directa ao Porto de Aveiro, um dos portos nacionais mais importantes, ganhou ainda a batalha para a linha do TGV que liga Aveiro a Salamanca.
Esta linha destinar-se-á, não só ao transporte de passageiros, mas também ao transporte de mercadorias. Logo aqui encontra-se uma vantagem para esta linha em termos económicos. A linha de comboios Aveiro – Salamanca passará por Viseu onde se encontra uma das maiores empresas em território nacional, a Martifer, o que possibilitaria uma ligação, não só com a Europa, mas também com todo o mundo através do Porto de Aveiro.
Nesta região existem muitas indústrias que iriam beneficiar com estas linhas, como por exemplo, o Complexo Químico de Estarreja, a Renault e a Portucel em Cacia (fábrica de papel).
Desta forma a cidade de Aveiro ganhará uma nova vida e uma economia mais estável.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Fenómeno de Vendas

Os números são chocantes. A autora italiana Sveva Casati Modignani, nascida em Milão, começou a escrever no ano de 1981 e já editou 20 livros traduzidos em várias línguas e editados em vários países de todo o mundo entre eles Portugal.
Este ano a autora decidiu dar uma prenda aos milhares de fãs portugueses durante a promoção do seu novo livro, Feminino singular, que é já um sucesso de vendas em todo o país.
A autora chegou a Portugal no dia 25 de Setembro e não parou de dar autógrafos aos seus fãs até ao dia 2 de Outubro.
Houve ainda felizardos que tiveram o privilégio de jantar com a mesma.





Sveva Casati Modignani


Jornalista de profissão, tal como o seu falecido marido, escreveu em conjunto com ele o primeiro livro denominado “Anna Dagli Occhi Verdi”, que consiste em histórias que a sua avó contava enquanto era menina.
Quando começou a escrever o seu livro, os editores acharam que o seu nome em conjunto com o do seu marido não soavam bem e então decidiram criar música para os ouvidos dos seus fãs. Surgiu então o pseudónimo Sveva Casati Modignani para este casal tão diferente.
Segundo Manuel Valente, director editorial da Porto Editora, “todo o nome é um pseudónimo. Utilizou o nome Sveva por gostar de mesmo e por ser um nome muito antigo em Itália e os nomes Casati e Modignani por serem os nomes de duas das famílias mais importantes de Milão.”
Neste momento Sveva tem 70 anos, é viúva, mas mantém a mesma imaginação para escrever.



O que escreve e para quem escreve?


Sveva escreve sempre sobre famílias, e daí o sucesso deste casal, e nestas famílias existe sempre uma mulher de armas, lutadora e forte, por isso é que os leitores desta italiana são “maioritariamente mulheres” como referiu Manuel Valente.
O ambiente na Fnac do Norteshopping durante a apresentação do livro era calmo mas era visível alguma ansiedade nos fãs presentes. A maioria das suas fãs, para além do livro Feminino Singular, levavam mais livros da autora para que todos fossem autografados.
Ana Sofia, leitora dos livros da italiana, e que levou dois livros para serem autografados, afirma que gosta “dos livros da Sveva, pois muitas das histórias acontecem e parecem mesmo reais.”
Feminino singular conta a história de uma mulher que sempre foi protegida e que nos anos quarenta decide começar a viver. Torna-se mãe solteira de três filhos todos eles de pais diferentes. Após a sua morte repentina a mãe revela alguns dos seus segredos.
Após este sucesso, e de forma a provar que esta senhora de 70 anos tem uma imaginação fantástica, o próximo livro já está na editora italiana e conta-nos a história de um casal que devido à diferença de classes e ao terrorismo não podem ficar juntos, uma história de amor, violência e feminismo, tão característico da autora.


O caso Português

Em Portugal Sveva Casati Modignani é representada pela Porto Editora que investiu 25 mil euros na campanha de Marketing. Segundo Manuel Valente “a Porto Editora quer mostrar que não edita só livros escolares”. O que é certo é que em todas as livrarias e em vários jornais e revistas se via a fotografia oficial de Sveva e o cartaz a promover o livro Feminino Singular.





Sveva provou ser uma mulher simples e que conta histórias baseadas em factos reais. Questionada sobre o livro que mais se parecia com a sua história e de qual gostava mais ela diz: “gosto de todos os livros que escrevo, não tenho nenhum em especial e coloco nele sempre um pouco de mim”.Os seus fãs aguardam a chegada do novo livro que se espera que seja mais um êxito.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Paulo Morais dá entrevista sobre Corrupção na Universidade Fernando Pessoa

O ex-vice presidente da Câmara Municipal do Porto e professor de matemática, Paulo Morais, deslocou-se no passado dia 22 de Abril à Universidade Fernando Pessoa para que os alunos do 3º ano do curso de Ciências da Comunicação o entrevistassem no âmbito da polémica por ele levantada sobre eventuais pressões de partidos, governos e construtores civis, com vista ao licenciamento de obras.
Paulo Morais começa por explicar o que é o sector de urbanismo afirmando que “é um sector que deveria planear o território em função de um interesse colectivo, ou seja deve-se fazer um plano denominado plano de director municipal que diz como deve ser estruturada a terra, o terreno na localidade ou no conselho e depois em função desse deve prosseguir o interesse colectivo de forma a licenciar ou autorizar construções que cumpram o mesmo, havendo assim uma fiscalização que garanta que este está a ser cumprido e que as licenças estão a ser respeitadas.” Afirma ainda que na realidade não é isto que se passa pois “em vês de ser feito um plano em função do interesse colectivo normalmente é feito em função do interesse de quem manda nos poderes das próprias câmaras, ou seja, sempre que é feito um plano de director municipal o que há ali é uma bolsa de valores em funcionamento e onde quem tem capacidade de influenciar as câmaras consegue valorizar os seus terrenos quem não tem não consegue.”
O professor de matemática compara este negócio de planeamento de território ao negócio da droga citando que “este negócio apresenta uma margem de lucro que ronda os 3, 4 mil porcento. Este negócio só existe em Portugal neste sector do urbanismo e noutro que é o da droga sendo que no urbanismo ainda é pior porque depois dá-se uma capa de legalidade e parece que está tudo bem.”
Para o entrevistado a lei da corrupção no nosso pais está muito mal elaborada na medida em que é um crime muito específico e onde se tem de provar quem corrompe, quem é o corrompido, qual é o despacho que dá origem ao beneficio, a prova do beneficio e o método de causalidade tornando-se assim “impossível de provar o crime na medida em que o corrupto e o que é corrompido estão no mesmo barco e obviamente não vão os dois a tribunal dizer que realizaram este crime.”
Para encerrar o tema da corrupção, Paulo Morais diz que é este crime que está a destruir a democracia em Portugal “na medida em que muitos dos eleitos não estão lá para cumprir a vontade do povo mas sim de quem os financia.”
Questionado sobre a crise do PSD e sobre que candidato apoiaria o ex-vice presidente da Câmara do Porto afirma que apoiará aquele que julgue ser mais estratégico para a liderança do Partido e afirma que não apoiará a Doutora Manuela Ferreira Leite porque “ neste momento não há uma marca distintiva entre o que é o PS e o PSD e porque se a Doutora Manuela Ferreira Leite fosse primeiro-ministro ela faria exactamente o que está a fazer o engenheiro José Sócrates. Com a sua visão de economista e contabilista, com a sua visão orçamentalista de grandes preocupações com o orçamento de estado, eventualmente iria aumentar os impostos. Eu apoiaria o Doutor Miguel Cadilhe devido ao seu percurso político e porque foi a pessoa que nos últimos 20 anos estruturou melhor as finanças portuguesas.”
Esta entrevista para além de um sucesso, foi realizada no âmbito da disciplina de Gramática e Laboratório de comunicação VI leccionada pela professora Rosa Sampaio.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Trata-se de uma notícia ficcionada

Estarreja fica com Urgências

O Ministro da Saúde afirmou ontem que a cidade de Estarreja irá manter o serviço de urgência no Hospital Visconde de Salreu.
Esta mudança de planos de Correia de Campos aconteceu após um acidente ocorrido a 13 de Março no complexo químico de Estarreja, onde 12 trabalhadores, após uma fuga de cloro, tiveram que ser levados em estado crítico até à unidade hospitalar de Salreu, no qual foram socorridos.
Um dos trabalhadores, em estado mais grave, foi enviado para o Hospital de Aveiro.
«É mais uma batalha ganha em nome da cidade de Estarreja e de todos os Estarrejenses» afirmou o presidente do município.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Baixo Vouga Lagunar em chamas

Desde dia 1 de Novembro que a zona do Baixo Vouga Lagunar tem sido fustigada por incêndios de algumas proporções.
Segundo António Valente, comandante dos bombeiros voluntários de Estarreja, estes fogos têm origem criminosa. “Na origem destes incêndios há sempre, uma origem criminosa, não sei se o termo criminoso será um termo violento, mas são efectivamente fogos colocados pela mão humana, porque como disse há pouco, os lavradores precisam de queimar aqueles caniços e juncos para ter renovação das pastagens.”
Questionado sobre a possibilidade de alguns destes fogos estarem relacionados com a polémica da caça o comandante responde que não existem provas concretas para tal. “Fala-se muito nisso e sei que inclusivamente a Quercus lançou um comunicado cá para fora a falar disso (…), não sei se tem alguma coisa a ver ou não. (…)
É possível que isso possa ter alguma influência porque os incêndios efectivamente afastam a caça para outras paragens e zonas que estejam abertas onde se possa caçar.
É uma situação que poderá ser equacionada.”
No combate a estes incêndios para além dos bombeiros voluntários de Estarreja estiveram envolvidos os bombeiros novos de Aveiro, os bombeiros voluntários da Murtosa e de Ovar.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Neve obriga ao corte da IP4 e A24

A queda de neve faz-se sentir desde as primeiras horas do dia no norte do país com mais intensidade na zona de Bragança, obrigando ao corte de diversas vias de trânsito.




O IP4 que liga Vila Real ao Alto de Espinho e a A24 que une Vila Real a Vila Pouca de Aguiar, encontram-se cortadas ao trânsito devido à queda de neve. Há a informação de alguns veículos que se encontram imobilizados nas zonas de maior relevo.
Segundo afirmou uma fonte da Brigada de Transito, a situação nestas vias ter-se-á complicado a partir das 17h devido ao nevoeiro que se fez sentir. Estes aconselham como alternativa ao IP4, a Estrada Nacional 101, por Mesão Frio até Amarante, podendo a Nacional 2 servir de alternativa à A24 na zona afectada.
Em declarações à TSF, um responsável da Protecção Civil de Vila Real, Almor Salvador, adiantou que há vários camiões retidos na neve na zona do Marão e os limpa-neves são insuficientes para dar resposta a todas as solicitações. Citou ainda «Tenho conhecimento de vários acidentes, casos graves nenhum».
A direcção de estradas referiu que um camião começou na segunda-feira à noite a espalhar sal no IP4 como medida de precaução
Foram colocadas no verão passado cerca de 50 toneladas de sal num depósito na zona de descanso Arrabães para mais rapidamente poder ser espalhado no troço do IP4 que liga os distritos do Porto, Bragança e Vila Real.
A A7 que liga Ribeira de Pena a Vila Pouca de Aguiar encontra-se também cortada desde as 18h como confirmou a correspondente da SIC em vila Real, Manuela carneiro.
Ilda Novo, do instituto de meteorologia, quando consultada pela TSF, afirma que se «Mantém a situação de neve no nordeste transmontano, nomeadamente em Bragança. Há ventos fortes nas regiões altas, alguma chuva fraca pelo país, em especial na região centro. Verificam-se temperaturas baixas no nordeste transmontano e Beira Alta».
Os meteorologistas dizem que a partir de amanhã a temperatura já vai começar a subir, mas a chuva vai agravar-se.

Joana Sousa

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Caça: sim ou não?

O abate ilegal de aves é a grande polémica no concelho de Estarreja

A zona do Baixo Vouga lagunar, considerada reserva natural, tem sido afectada pela caça desmedida de todo o tipo de animais.
Perante a total ausência de qualquer fiscalização, ou presença intimidatória das autoridades, a prática sistemática de tiro junto das habitações tem-se mantido constante pondo em perigo as populações de Fermelã, Canelas, Salreu e Pardilhó.
Este assunto tem tomado proporções nunca antes pensadas tendo, não só chegado às assembleias de freguesia, mas também à assembleia municipal de Estarreja.
O núcleo regional de Aveiro da Quercus já se manifestou em comunicado, contra a caça ilegal às espécies migradoras de Verão, por exemplo o pato-real, devido a denúncias anónimas que falam, regra geral, sobre a caça nocturna junto às populações.
Este ano, a caça às espécies migradoras fora das zonas de apropriadas para tal iniciou-se em 22 de Agosto e os locais onde se pode caçar foram publicados num Edital da Direcção Geral dos Recursos Florestais. Deste modo, a não publicação no referido documento das zonas de caça do concelho de Estarreja, impediam o exercício desta actividade antes da abertura geral em Outubro.
Apesar de nos encontrarmos no decorrente mês de Outubro foram colocadas placas que informam a impossibilidade de caçar naquela região o que não impede que os caçadores o continuem a fazer.
Não se trata da primeira vez que polémicas relacionadas com a Zona do Baixo Vouga Lagunar se levantam neste mesmo concelho. Uma delas estava relacionada com a construção do caminho-de-ferro a poente, que atravessava uma Zona de Protecção Especial. Este assunto chegou à Comissão Europeia pois as organizações ambientais não permitiam que tais atrocidades fossem cometidas.
Por estes motivos o povo estarrejense reclama a interdição dos campos do Baixo Vouga Lagunar, à prática da caça. Este assunto está agora sobre a mesa do presidente da Câmara Municipal de Estarreja, José Eduardo Matos, que já se manifestou contra a caça na região.

Joana Sousa

Ria de Aveiro: Uma Pérola no Oceano


Mil anos passaram e tanto Ovar como Aveiro deixaram de tocar as fímbrias das ondas… Segundo Manuel Silva, docente da Universidade de Aveiro, “no tempo dos Romanos isto era uma espécie de enseada aberta”.
O tempo passou e nasceu a ria de Aveiro «que se estende por cerca de 48Km de comprimento, e uma largura máxima de 11Km, no sentido Este – Oeste.» Dos 11000ha que abraça, 6000ha estão permanentemente alagados e desdobra-se em quatro principais canais ramificados em esteiros «qq ue circundam um sem número de ilhas e ilhotes» como citou o Vereador da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Capão Filipe.
Esta região, rica em tradições, possuindo um enorme património natural tem vindo a crescer devido ao investimento feito pela Câmara Municipal no nno que diz respeito ao turismo como destacou Luís Capão Filipe: «A Ria é sem dúvida, um grande factor de diferenciação que distingue a região doutros destinos nacionais e até internacionais. Não só a laguna enquanto elemento natural mas também todo o património cultural, natural, etnográfico, arquitectónico e geológico a ela ligado.»



História de Vida



As suas tradições são únicas no país e a forma como ela submerge e se deita sobre a cidade faz com que esta seja conhecida como a Veneza de Portugal.
Após ser questionado acerca das tradições da Ria Vereador da Câmara Municipal respondeu «desde sempre as populações ribeirinhas da região de Aveiro procuraram na Ria um meio de garantir a sua sobrevivência: a apanha do moliço, a pesca, a actividade salícola, a construção naval na própria Ria, são disso exemplo. Devido à sua especificidade e ao facto de serem características apenas desta região, tornaram-se tradicionais e típicas desta zona.» Uma das tradições mais relevantes era feita a bordos dos barcos moliceiros, «usando ancinhos de ferro que arrancavam o moliço desta laguna. Em seguida o moliço, conhecido pela maior parte dos portugueses por “lodo”, era estendido em eiras à magnífica luz do sol que banha esta região para secar e seguidamente ser vendido aos lavradores para regular a acidez dos solos e para fertilizar as terras arenosas de Aveiro.»
Para muitos dos moliceiros esta tradição começou a perder-se devido à força da corrente mexer com as areias fazendo com que não haja moliço. Esta força começou a aumentar com as obras do porto de abrigo, que arrastaram as algas da nossa Ria” como nos citou o Sr. M Mota, pescador da Ria de Aveiro.
De acordo com o Sr. José Augusto, os barcos moliceiros «neste momento servem apenas para as regatas que se realizam na região. Os custos para manter um barco destes são muito elevados. Questionado sobre possíveis apoios das autarquias responde-nos que: “ninguém apoia os moliceiros! Nós acabamos por desistir. Se eu quiser sair com o barco e levar uns amigos e a família para fazer um piquenique na Ria, eles não me deixam tirar o barco do porto. Só posso ir eu e o meu camarada, que somos matriculados.”
No entanto, o vereador da Câmara Municipal de Aveiro conta-nos uma história diferente. “Tem-se verificado um esforço, por parte da autarquia local, para procurar dar resposta a questões no âmbito da preservação e promoção da Ria de Aveiro, bem como, como do moliceiro e do moliceiro através de vários fundos doados a associações da região.”
O que se constata realmente é que a actividade está parada porque não existe moliço na ria e este foi substituído por químicos, dando assim razão a este último.


Meio de Sobrevivência




As espécies de peixes, moluscos e mariscos presente nas águas da laguna são de elevado valor comercial e por isso meio de sobrevivência da população ribeirinha deste município.
Estas espécies pescadas segundo os pescadores são: a lampreia, o choco, o linguado, o berbigão, o mexilhão, a enguia, a amêijoa e as enxovas.
O mundo da pesca nesta região, como narrou o Sr. Mota “já esteve bem melhor. Desde que vieram fundear a Ria e que em vez de retirarem a lama a deixaram ficar a ria ficou estragada”
Outra perspectiva apresentada é que este é o meio de sobrevivência “…de muita malta. Antes era mais a malta idosa que estava por aqui. Os mais jovens começaram no bacalhau, e chegavam aos 39, 40 anos e já não queriam andar no mar pelo que nos agarrávamos à Ria. Agora, que os navios do bacalhau e as fábricas estão a fechar, isto passou a ser o meio de sobrevivência de muita gente!” – explicou o Sr. José Augusto.
Para Luís Capão Filipe “A Ria, com todas as suas características, permitiu ao homem, desde cedo, tirar proveito do que esta lhe oferecia, não só para garantir a sua sobrevivência, mas também como forma de lazer e diversão.”


As Suas Pérolas



Existem vários ecossistemas de referência nesta região, entre eles, as Dunas de S. Jacinto e o Percurso Bioria, ou de Salreu.
Questionadas as duas partes só o Percurso de Salreu se prontificou a responder às questões propostas.
De acordo com o Professor Catedrático da Universidade de Aveiro, Manuel Marques “este percurso foi publicitado pela Câmara Municipal de Estarreja, que colocou, ao longo de todo o itinerário, painéis que explicam aspectos deste ecossistema. O que é hoje conhecido como o Percurso de Salreu, trata-se de um caminho rural e que dá uma volta de, aproximadamente, 8 km por uma área conhecida como o Baixo Vouga Lagunar. É um itinerário completamente plano que passa por zonas denominadas sapal e paul. A palavra sapal vem de sapo, espécie que proporciona uma harmoniosa melodia que nos envolve durante todo o percurso e que sofre influência directa das marés. Paul é toda a zona que está permanentemente submersa e que não sofre influência das marés. Muitas das vezes é abrigada por caniços que bailam ao vento”
Relativamente às espécies que habitam esta região temos as animais e vegetais predominantemente de zonas húmidas “ como por exemplo: o arroz, o salgueiro, o amieiro e as acácias. Relativamente às espécies animais existem a cegonha branca, os patos, marrequinhas , garças, gaivotas e depois há duas ou três espécies de aves de rapina como águia de asa redonda e principalmente a águia sapeira. Por fim, há as que se encontram em vias de extinção que é o caso do pimpão, o bigueirão, as enguias e ainda as espécies típicas da região como a vaca marinhoua e os cavalos” C
como disse Manuel Marques
Este termina dizendo: “A Ria é muito linda! Isto é acima de tudo uma região que nós nos habituamos a amar!”



O Suposto Final



Quando todos pensavam que ela não sobreviveria, após tantos ataques externos com produtos tóxicos, a Ria teve uma força inalcançável que a fez renascer das cinzas, com o auxílio dos seus fãs e sempre apoiantes.
“Alguns dos principais poluentes da região são os pesticidas usados na agricultura e as unidades industriais que lançavam aqui, de forma selvagem, os seus afluentes, desde aqueles mais exuberantes lançados pela fábrica de papel de Cacia, até aos mais escondidos, mas muito mais poluentes, como o caso do mercúrio lançado na Ria pelo complexo químico de Estarreja.” Citou o professor.
Nasceu, então, a SIMRIA (Saneamento Integrado dos Municípios da Ria) “com o objectivo de satisfazer as necessidades de recolha, tratamento e rejeição dos efluentes domésticos e industriais pertencentes ao Sistema Multimunicipal de Saneamento da Ria de Aveiro, promovendo a requalificação ambiental da sua zona de abrangência, nomeadamente, dos ecossistemas da Ria de Aveiro e Barrinha de Esmoriz, num quadro de sustentabilidade económica, financeira, técnica e social” como afirmou o engenheiro Jorge Cunha director da SIMRIA.
Este projecto dividiu-se em “… três fases distintas, de maneira a socorrer os 11 municípios que abrangem: Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar e Vagos” explica o engenheiro e “Assim, e em virtude da actividade da SIMRIA são, hoje, bem visíveis os benefícios ao nível da qualidade da água da Ria de Aveiro.”
No entanto “esta zona, como todos sabemos, possui cotas muito baixas e se se continuar a verificar a subida do nível das águas do mar, como resultado das alterações climáticas, é natural que daqui a alguns anos esse aumento venha a submergir uma parte da Ria de Aveiro ” como narrou o professor Manuel Marques. Sendo assim este pesadelo pode tornar-se realidade mas “…só daqui a muitos anos…” citou.

Joana Sousa